Houve um duelo dentro de mim.
Os sentimentos rezolveram ver qual era o mais forte,
ganhava quem lutasse até o fim.
Amor, saudade e afeto se uniram. Juntos eram mais forte que qualquer batalhão.
Bateram de frente com a tristesa, solidão e com o mais destemido guerreiro,
conhecido por sua inteligência, foram liderados pea razão.
A guerra foi dura. muitas lágrimas derramadas pelo campo de batalha.
A tristeza, a cada golpe se tornava mais forte.
A solidão devastava todo o campo.
Restava ao amor fortalecer seus consortes.
O que os nobres sentimentos não esperavam era que a saudade sem o reecontro, não tinha forças. O afeto, sem o carinho não tinha forças.
Então o amor, mesmo forte e vigoroso. abaixou suas armas e se viu derrotado diante da razão.
Ainda hoje, o amor segue preso em uma cela fria que existe em algum canto escuro do coração, esperando que o reecontro e o carinho possam trazer força, para o seu exército triunfar e retomar o reino perdido em vão.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Solidão
Quem ja fez planos?
Quem ja os viu ir embora?
Quem ja sentiu se pleno?
Quem ja se sentiu como me sinto agora?
Não consigo retirar o porta-retrato
aquele, que antes me deleitava
hoje me afoga,
muito mais do que eu esperava.
Jamais terei seu sorriso de novo
Não meu.
Quem ja os viu ir embora?
Quem ja sentiu se pleno?
Quem ja se sentiu como me sinto agora?
Não consigo retirar o porta-retrato
aquele, que antes me deleitava
hoje me afoga,
muito mais do que eu esperava.
Jamais terei seu sorriso de novo
Não meu.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Minha antiga poesia
Talvez o barulho do mar
ou cheiro da maresia
possa ser um bom remédio
pra minha falta de poesia.
Ou então o cair de uma cachoeira,
alta e calma todavia,
consiga trazer de volta
um pouco da minha poesia.
Nada disso.
Mar, cachoeira ou anestesia.
O que eu preciso mesmo
é ser quem eu já fui um dia.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
A Mosca
(Willian blake)
Não serei mosca,
Um igual teu?
Ou não és tu
Homem, como eu?
Pois amo a dança,
Canções, bebida,
Até que a mão cega
Me corta a vida
(estrofes 2 e 3)
Não serei mosca,
Um igual teu?
Ou não és tu
Homem, como eu?
Pois amo a dança,
Canções, bebida,
Até que a mão cega
Me corta a vida
(estrofes 2 e 3)
quinta-feira, 10 de março de 2011
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Pintura a dedo
Meus dedos ainda estão azuis
da tinta que pintei o mar.
Com as mãos fiz possível
meu barco velejar.
Coloquei tudo no barco
e botei-o sobre o mar,
com os dedos de tinta molhada
abri uma onda e o fiz naufragar.
da tinta que pintei o mar.
Com as mãos fiz possível
meu barco velejar.
Coloquei tudo no barco
e botei-o sobre o mar,
com os dedos de tinta molhada
abri uma onda e o fiz naufragar.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Ó tosão que até a nuca encrespa-se em cachoeira!
Ó cachos! Ó perfume que o ócio faz intenso!
Êxtase! Para encher à noite a alcova inteira
Das lembranças que dormem nessa cabeleira,
Quero agitá-la no ar como se agita um lenço!
Uma Ásia voluptuosa e uma África escaldante,
Todo um mundo longínquo, ausente, quase morto,
Revive em teus recessos, bosque trescalante!
Se espíritos vagueiam na harmonia errante,
O meu, amor! Em teu perfume flui absorto.
Adiante irei, lá, onde a vida a latejar,
Se abisma longamente sob a luz dos astros;
Revoltas tranças, sede a vaga a me arrastar!
Dentro de ti guardas um sonho, negro mar,
De velas, remadores, flâmulas e mastros:
Um porto em febre onde minha alma há de beber
A grandes goles o perfume, o som e a cor;
Lá, onde as naus, contra as ondas de ouro a se bater,
Abrem seus vastos braços para receber
A glória de um céu puro e de infinito ardor.
Mergulharei a fonte bêbada e amorosa
Nesse sombrio oceano onde o outro está encerrado;
E minha alma sutil que sobre as ondas goza
Saberá voz achar, ó concha preguiçosa!
Infinito balouço do ócio embalsamado!
Coma azul, pavilhão de trevas distendidas,
Do céu profundo dai-me a esférica amplidão;
Na trama espessa dessas mechas retorcidas
Embriago-me febril de essências confundidas
Talvez de óleo de coco, almíscar e alcatrão.
Por muito tempo! Sempre! Em tua crina ondeante
Cultivarei a pérola, a safira e o jade,
Para que meu desejo em teus ouvidos cante!
Pois não és o oásis onde sonho, o odre abundante
Onde sedento bebo o vinho da saudade?
(Charles Baudelaire)
Ó cachos! Ó perfume que o ócio faz intenso!
Êxtase! Para encher à noite a alcova inteira
Das lembranças que dormem nessa cabeleira,
Quero agitá-la no ar como se agita um lenço!
Uma Ásia voluptuosa e uma África escaldante,
Todo um mundo longínquo, ausente, quase morto,
Revive em teus recessos, bosque trescalante!
Se espíritos vagueiam na harmonia errante,
O meu, amor! Em teu perfume flui absorto.
Adiante irei, lá, onde a vida a latejar,
Se abisma longamente sob a luz dos astros;
Revoltas tranças, sede a vaga a me arrastar!
Dentro de ti guardas um sonho, negro mar,
De velas, remadores, flâmulas e mastros:
Um porto em febre onde minha alma há de beber
A grandes goles o perfume, o som e a cor;
Lá, onde as naus, contra as ondas de ouro a se bater,
Abrem seus vastos braços para receber
A glória de um céu puro e de infinito ardor.
Mergulharei a fonte bêbada e amorosa
Nesse sombrio oceano onde o outro está encerrado;
E minha alma sutil que sobre as ondas goza
Saberá voz achar, ó concha preguiçosa!
Infinito balouço do ócio embalsamado!
Coma azul, pavilhão de trevas distendidas,
Do céu profundo dai-me a esférica amplidão;
Na trama espessa dessas mechas retorcidas
Embriago-me febril de essências confundidas
Talvez de óleo de coco, almíscar e alcatrão.
Por muito tempo! Sempre! Em tua crina ondeante
Cultivarei a pérola, a safira e o jade,
Para que meu desejo em teus ouvidos cante!
Pois não és o oásis onde sonho, o odre abundante
Onde sedento bebo o vinho da saudade?
(Charles Baudelaire)
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