quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Vermelho, Azul e Amarelo
ela faz o laranja da alegria.
Do azul do olho de quem vai,
ela faz o roxo que ficaria.
Do amarelo que brilha com o sol,
ela me traz um novo dia.
Do vermelho que corre pelos olhos,
ela tem a pele que me arrepia.
Do azul que me embota,
ela faz um verde que eu não conhecia.
Do amarelo dos seus cabelos,
ela faz apenas poesia.
Thiago Bode
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Um momento
As imagens não estavam claras, as vozes pareciam se misturar, o ar da sala estava inundado de uma energia, que era possível sentir seu cheiro...
Um abraço carinhoso - foi a primeira vez que senti toda expressão de carinho em um único abraço, aquele abraço disse muito mais do que mil palavras - e continuei entre aqueles braços, continuei sentindo seu cheiro, sentindo a sinceridade daquele abraço, sentindo a energia daquela sala! Eu não queria sair dali. Queria que o tempo tivesse parado exatamente ali: naquele abraço.
Mas o tempo não parou e quando achei que aquele abraço se perderia para sempre e eu não teria a chance de retribuir todo aquele sentimento que me fez perder a consciência, veio então algo mais ainda perturbador: o beijo! Ah o beijo!!!
Se antes minha consciência estava baixa, meu coração já acelerava e meus sentidos não faziam sentido algum, neste momento mergulhei na camada mais profunda da minha incosciência... fiquei nadando ali, naquele eu estranho, naquele eu feliz da qual eu ainda não conhecia... Vi que não poderia deixar essa alegria acabar.
Mais uma vez tentei retribuir todo aquele sentimento que tomava conta de mim e não me deixava ao menos falar...porém minha noção já estava perdida, minha força foi além do planejado e seus cabelos se apertavam entre meus dedos, sua expressão era de desejo e dor... eu precisava arrancar aqueles lábios e levá-los para mim, eu precisava tê-los só para mim e acabar com a insegurança de não senti-los mais... mais uma vez minha força superou minha intenção e sua expressão era agora enigmática!
Não sei quanto tempo fiquei ali, naquele desespero de consumir aquela felicidade e não deixá-la escapar. Não sei quanto tempo se passou entre o gosto da vodka e o cheiro do cigarro, não sei quanto tempo passou entre meu desejo e sua dor.
Sei que aquele eu estranho, aquele eu feliz, aquele desejo me consumiu e me despertou um sentimento novo...agora preciso ter a coragem de dizer em voz alta qual é o nome desse sentimento!
Esse é o meu favorito, tomei a liberdade de postar aqui. Tenho certeza q esse momento foi muito significativo e importante para hoje!
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Realmente preciso mudar alguma coisa... de emprego, uma ótima coisa a se pensar. já disse que estou olhando outras coisas, e fico enquanto der, já disseram que se eu não agarrar mesmo, me demitem... hahaha dahora... estou na limiar...
Ando com uma insegurança que não é minha... eu sou um cara super seguro caramba... ando carente, qualquer desencontro afetivo me deixa down... caramba, eu n sou assim...
tem hora que me bate uma dúvida. Isso ta me fazendo bem, ou mal??? será que sou eu que to "noiando"??? hahaha
haaa "cha" pra la... o barco vai navegando, sempre acha uma América... sempre foi assim, aprendi a manter a calma e agir consciente, ta na hora...
não posso enrolar muito aqui... o sucesso ta me esperando...
quando eu tiver adiantado o meu processo de felicidade, eu volto aqui pra falar o resto que não deu tempo agora....
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Alí
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Por muito tempo, cultivarei a pérola, a safira e o jade.
A grandes goles o perfume, o som e a cor;
Lá, onde as naus, contra as ondas de ouro a se bater,
Abrem seus vastos braços para receber
A glória de um céu puro e de infinito ardor.
Mergulharei a fonte bêbada e amorosa
Nesse sombrio oceano onde o outro está encerrado;
E minha alma sutil que sobre as ondas goza
Saberá voz achar, ó concha preguiçosa!
Infinito balouço do ócio embalsamado!..."
sábado, 5 de dezembro de 2009
Convite a viajem
Minha doce irmã,
Pensa na manhã
Em que iremos, numa viagem,
Amar a valer,
Amar e morrer
No país que é a tua imagem!
Os sóis orvalhados
Desses céus nublados
Para mim guardam o encanto
Misterioso e cruel
Desse olhar infiel
Brilhando através do pranto.
Lá, tudo é paz e rigor,
Luxo, beleza e langor.
Os móveis polidos,
Pelos tempos idos,
Decorariam o ambiente;
As mais raras flores
Misturando odores
A um âmbar fluido e envolvente,
Tetos inauditos,
Cristais infinitos,
Toda uma pompa oriental,
Tudo aí à alma
Falaria em calma
Seu doce idioma natal.
Lá, tudo é paz e rigor,
Luxo, beleza e langor.
Vê sobre os canais
Dormir junto aos cais
Barcos de humor vagabundo;
É para atender
Teu menor prazer
Que eles vêm do fim do mundo.
- Os sangüíneos poentes
Banham as vertentes,
Os canis, toda a cidade,
E em seu ouro os tece;
O mundo adormece
Na tépida luz que o invade.
Lá, tudo é paz e rigor,
Luxo, beleza e langor.
Charles Baudelaire
chega de stress... ja passou....=D

